Entre a emoção e a conta

Salvar uma instituição pode ser necessário. Mas quem escolhe aqueles que pagarão pela sua sobrevivência?
Tenho grande admiração pelo presidente Pedrinho. Pelo ex-atleta, pela identificação com o Vasco e pela coragem de assumir a presidência de uma instituição que ama em um dos períodos mais complexos de sua história. Mas existe outro lado da mesa que conheço pessoalmente.
Sou credor do Vasco. E isso muda o lugar de onde observo algumas dessas decisões.
Assisti à entrevista do Pedrinho após mais um passo importante no processo de venda da SAF. Vi um presidente emocionado, falando de resistência, luta e resiliência depois de um período extremamente difícil.
Foi impactante. Porque é impossível ignorar sua relação com o Vasco. O menino que cresceu no clube, tornou-se jogador, campeão, ídolo e, muitos anos depois, presidente da instituição que ajudou a construir sua própria história.
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