A CONVICÇÃO QUE VEM DA ARQUIBANCADA: ENTRE O ÍDOLO E A INSTITUIÇÃO

A convicção da arquibancada nem sempre encontra confirmação dentro de campo. E isso não significa que o torcedor esteja errado por acreditar ou desconfiar. Significa apenas que o futebol continua sendo futebol: imprevisível, emocional e incapaz de oferecer garantias.
Bolas de Futebol
Os quatro grandes clubes de São Paulo talvez estejam nos oferecendo exemplos diferentes, e preocupantes, dessa realidade.
No Corinthians, a pressão da torcida pela renovação de Memphis Depay foi enorme. Mesmo diante de uma situação financeira que recomendava cautela. Mesmo sabendo das dificuldades do clube para assumir um compromisso desse tamanho. A arquibancada fez sua escolha: primeiro o resultado. Depois discutimos a conta.
Memphis ficou. E justamente em um dos momentos mais importantes da temporada, o jogador que deveria decidir desperdiçou um pênalti decisivo. Não se trata de responsabilizá-lo pela eliminação. Trata-se de lembrar algo que a emoção frequentemente nos faz esquecer: nenhum jogador oferece garantia de resultado. Mas todo contrato oferece garantia de custo.
Talvez esteja aí uma das grandes contradições do futebol. O torcedor pode exigir o craque. Pode pressionar pela contratação. Pode pedir a renovação. Faz parte da paixão. Mas quem administra precisa ter coragem para dizer não quando a conta não fecha.
Porque paixão não precisa de fluxo de caixa. Gestão precisa.
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